quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Passeio de visitação à localidades históricas da Revolução de 32 em Campina de Monte Alegre e região


Na manhã e na tarde do sábado do dia 23 de Dezembro de 2012, pesquisadores do Núcleo MMDC CAMPINA DE HERÓIS em parceria com pesquisadores do Núcleo MMDC de Itapetininga realizaram um passeio de visitação histórica a localidades ao redor dos municípios de Campina de Monte Alegre e Buri que serviram de teatro de operações durante a Revolução de 1932. 

O itinerário do passeio teve seu início em CAMPINA DO MONTE ALEGRE, na estação de ENGENHEIRO HERMILLO, para de lá seguirem os historiadores do dois núcleos de correspondência da Sociedade dos Veteranos de 32/MMDC para trecho compreendido entre essa estação e a cidade de BURI.

Estação de Engenheiro Hermillo

Dali seguiram os pesquisadores para a Fazenda DAISE onde era sabido existir trincheiras paulistas que defenderam a localidade a beira do rio Paranapanema, nos meses de agosto e setembro de 1932.

Portal de entrada da Fazenda Daise

Pesquisadores e morador da fazenda. Ao fundo local das trincheiras paulistas

Da fazendo DAISE, seguiram os pesquisadores para a Estação LIGIANA, palco de vários combates e lances de heroísmo praticados tanto por soldados paulistas quanto por soldados adversários. 

Detalhe do que restou da Estação Ligiana

Detalhe do que restou da área de desembarque da estação Ligiana

Ainda na estação LIGIANA e acompanhados de um morador local de nome Marcos, os pesquisadores avançaram mato adentro e chegaram a ponte da Ligiana, responsável por ligar as duas margens do Rio Paranapanema, cujas barrancas também foram palco de resistência das forças paulistas às tropas adversárias.  

A ponte da Ligiana sobre o Rio Paranapanema (2012)

Essa mesma ponte, há 80 passados, fora dinamitada como forma de deter o avanço das tropas ditatoriais por aquela porção do setor Sul do estado. Anos depois da Revolução foi a ponte reconstruída.

A ponte da Ligiana sobre o Rio Paranapanema (1932)

Da estação LIGIANA seguiram os pesquisadores para a Estação de Araçassú, outra localidade ocupada tanto por paulistas como por tropas adversárias durante o conflito. Aracassú e sua história podem ser conhecidas no livro "SANTISTAS NAS BARRANCAS DO PARANAPANEMA" *(1932) de autoria de Santos Amorim, soldado do 7º Batalhão de Voluntários Paulistas, batalhão esse que foi formado em Santos e veio encontrar combate no Setor Sul.

A Estação de Aracassú em 2012

O triste estado de abandono da Estação ARAÇASSÚ não impediu que a emoção tomasse conta dos seus visitantes porquanto em suas paredes ainda se encontravam vestígios dos combates ali empreendidos.

Aqui existiu a Estação Victorino Carmillo em 1932

A visitação atingiu o seu zênite quando os pesquisadores chegaram na localidade a qual há 80 anos existiu a Estação VICTORINO CARMILLO, palco de combate de Artilharia onde mais de 2000 tiros foram disparados. Em 2012, nenhum vestígio da estação pode ser encontrado, mas a quantidade de material bélico ainda chamava a atenção dos atuais moradores quando do plantio de roças e construção de casas ao redor. 


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